SOU PROFESSORA DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DO ESTADO DE MATO GROSSO CRIEI ESTE BLOG COM O OBJETIVO DE REGISTRAR AS AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA REDE PÚBLICA E TAMBÉM REGISTRAR ARTIGOS REFERENTE A TEMAS RELACIONADOS A FORMAÇÃO DE PROFESSORES E O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
SEMINÁRIO - I INTEPP - INTEGRANDO NOVAS TECNOLOGIAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA.
REFLEXÕES ACERCA DO SEMINÁRIO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL DO CEFAPRO DE TANGARÁ DA SERRA. I INTEPP – INTEGRANDO NOVAS TECNOLOGIAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA, realizado em Barra do Bugres - MT..
Logo após o feriadão que emendou comemoração do funcionalismo público e dia de finados, realizou-se nos dias 03 e 04 de novembro no município de Barra do Bugres, o Seminário de Tecnologia organizado pelo CEFAPRO de Tangará da Serra o I INTEPP- Integrando Novas Tecnologias na Prática Pedagógica.
Considerando o contexto histórico para toda a sociedade brasileira em virtude do período das eleições para presidente em segundo turno, o qual pela primeira vez uma mulher ocupa o mais alto posto do País enchendo de orgulho a população feminina; com a cara e a coragem, muito esforço e determinaçã,o o CEFAPRO de Tangará da Serra mesmo com ordem de cancelamento de todas as ações de eventos por parte da SEDUC, enfrenta o desafio e realiza o Seminário de Tecnologia em Barra do Bugres, o I INTEPP – Integrando Novas Tecnologias na Prática Pedagógica, considerado pela equipe um ensaio, uma experiência muito válida que com o aprendizado ocasionado durante toda a organização e realização do evento, novas idéias fluíram para a continuidade de muitos outros INTEPPs, que poderão no futuro serem realizados, com muito mais opções de aprendizagem para os professores, técnicos e gestores, tendo em vista o uso do computador, internet e outras mídias digitais na sala de aula principalmente.
Agradecemos as autoridades que se fizeram presentes na abertura do Seminário, o Prefeito da cidade, o Secretário Municipal de Educação de Educação, o Assessor Pedagógico e o representante da UNEMAT, que prontamente se colocaram a disposição disposição, apoiando e contribuindo para a realização do Seminário no município.
Lamentamos que das 195 inscrições efetivamente entregue aos organizadores do evento, somente 122 profissionais participaram, o que nos deixou sumariamente preocupados, porém compreendemos que o tempo e o espaço são requisitos fundamentais para a otimização da realização de um evento qualquer, e também pelo fato de ser dia letivo e não constar no calendário escolar das escolas.
Contudo, nos Sentimos imensamente satisfeitos pela participação dos profissionais nas oficinas, quem participou realmente acreditamos que aprenderam com a prática e certamente terão um suporte a mais para inovar suas aulas junto aos seus alunos.
Palestras
O Seminário efetivou duas palestras, uma na abertura do evento pelo Professor Mestre Everton Ricardo do Nascimento, coordenador do curso de Ciência da Computação do campus da UNEMAT de Barra do Bugres com o tema: O Uso do Computador como Ferramenta no Processo Pedagógico. E o Tema: Navegando, Apontando e Edificando Espaços Educativos: A cibercultura em Terras Umutinas, pelo Prof. Mestre Edevamilton Lima de Oliveira.
Apresentações culturais
O Seminário contou com algumas apresentações culturais que foram realizadas por professores e alunos das Escolas Estaduais.
A Escola Estadual Julieta Xavier Borges nos agraciou com uma linda apresentação de dança e poesia, uma com dramatização, exaltando as origens africanas do nosso povo com o grupo Pérola Negra, composto por alunas da Educação Básica, orientadas pelas professoras Kária Silene Venturi Rutz e Graciela Rocha Vunjão, de forma lúdica a escola vem plantando o respeito à diversidade étnico racial na escola.
A Escola Estadual Júlio Müller marcou sua presença maravilhosamente com a dança folclórica matogrossense SIRIRI, um grupo composto por pessoas da comunidade, que com muita entoação e cantaram e tocaram os instrumentos Viola de Cocho e o Ganzá de Bambu, professores e alunos tipicamente bem vestidos dançaram o Siriri com muito ritmo, graciosidade e animação. É a valorização da cultura matogrossense no seio da escola.
A Escola Estadual João Catarino de Souza nos presenteou com uma belíssima apresentação feita por alunos da educação básica que compõem o grupo Apanhadores de Poesias orientados pela professora Maria Aparecida Borges Ribeiro de Brito, segundo a professora os alunos memorizam as poesias como um recurso para desenvolver o gosto e a fluência na leitura e, posteriormente, fazem apresentações de declamação de poesias de autores consagrados como Carlos Drummond, Cecília Meireles, Vinícius de Moraes e outros. Um projeto belíssimo desenvolvido na escola que insentiva o gosto pela leitura e a arte.
Apresentação Oral - Casos de Sucessos
Durante o Seminário tivemos também a oportunidade de conhecer como os professores vem realizando suas aulas com o uso das NTIC, ou seja, as novas Tecnologias da Informação e Comunicação e outras mídias digitais.
O professor Ourival Emerson Lens Júnior da Escola Estadual Alfredo José e tutor do curso Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TICs, apresentou o projeto História Cantada, do qual os alunos tiveram que pesquisar o conteúdo estudado e depois criar paródias referente aos conteúdos que virou música cantadas por grupos de alunos do Ensino Médio, o projeto mobilizou toda a escola e a apresentação foi um animado festival de música, com muita criatividade e originalidade os alunos se envolveram em dramatização, dança e apresentação.
A professora Marli Aparecida Oenning da Silva da Escola Estadual Júlio Muller, apresentou juntamente com as alunas do primeiro ano do Ensino Médio – turma C e D, o tema: As Múltiplas Possibilidades da Linguagem: reiventando os autores do processo ensino-aprendizagem através da tecnologia. Segundo a professora Marli, o objetivo principal é fazer com que o aluno seja autor de sua própria aprendizagem. Sendo assim, este trabalho do qual apresentaram pretendeu levar os alunos a vivenciar o texto, através da produção escrita, da criação, da representação, do registro e organização digital, a inserção de scanner, slide, máquina fotográfica, digitação, pesquisa na internet, uso do movie maker para produção de vídeo. No resultado deste trabalho prescreveu a professora, pode-se observar todo o processo através da autonomia, da criatividade e do envolvimento de cada um dos alunos, que puderam estabelecer metas, romper barreiras, alcançar objetivos, elementos importantes para despertar o interesse, a atenção e a criatividade que resultaram na aprendizagem que foi apresentada no seminário.
O professor Marcelo Franco Leão do CEJA "15 de Outubro", fez duas significativas apresentações de experiências que deram certos, uma delas foi o Uso das Tecnologias de comunicação e Informação na Investigação e divulgação da Composição química do Kangingin. A outra foi: Utilização de TICs no ensino de Química na Escola CESC e Criação de um Grupo de Discussão Via Internet. A primeira teve como objetivo investigar a composição química de uma substância com o valor cultural para o Estado de Mato Grosso via Internet e divulgar o resultado da pesquisa através da utilização das TICs. A segunda foi propiciar o desenvolvimento da leitura e escrita científica através da utilização das TICs e, discutir as dúvidas ou questionamento bem como as curiosidades levantadas pelos alunos sobre determinado acontecimento do seu contexto relacionado com o aprendizado em química. Os trabalhos do professor Marcelo estão disponíveis em http://wwwcesnanet.com.br e http://barra1.com,br/index.php?pg=noticia&id=2507.
A professora Carla Silbene O. Paula Schneiders da Escola Alfredo José, com muita precisão realizou uma apresentação oral referente ao curso PITEC – Projeto Integrado ao Currículo, ou seja, o curso Elaboração de Projeto, esclarecendo os objetivos, conteúdos e atividades realizadas pelos cursistas, mostrou depoimentos de alguns cursistas a respeito do curso que está previsto para ser finalizado em 15/11/2010, apontou pontos positivos a respeito dos participantes do curso.
Oficinas
As oficinas de Move Maker, Plano de Aula com Recursos da Internet, Blog, Impress, Italc-Linux, foram o cerne principal do Seminário, quem participou deixou claro que o tempo foi pouco, queriam mais, infelizmente das oito horas de oficinas previstas foram realizadas apenas quatro horas em cada oficina,que foi oferecidas nos dois períodos, matutino e vespertino e teve a participação de público diferentes em cada oficina. Intefelizmente mediante ao contexto da realização do seminário fomos obrigados a diminuir um dia, daí o término do seminário no dia 04/11/2010 e não no dia 05/11/2010 como estava na programação.
Conclusão
Como disse anteriormente, este Seminário foi um ensaio, e desta semente para os próximos anos, podemos colher frutos mais saborosos na aprendizagem, ao realizarmos os inúmeros INTEPPs que pretendemos realizar em todos os municípios do pólo do CEFAPRO de Tangará da Serra. A tecnologias na educação chegou para ser usada com habilidade, competência, interatividade, produtividade, autonomia, autorias, registros e principalmente efetuar aprendizagem, seja para os professores, seja para os alunos, seja para a comunidade, empresas, enfim, para quem quiser dela tirar proveito ou se auto isntruir.
Profª. Form Antônia Ustulin
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
SEMINÁRIO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL DO CEFAPRO DE TANGARÁ DA SERRA EM BARRA DO BUGRES - I INTEPP - INTEGRANDO NOVAS TECNOLOGIAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA.
Realizar-se-á nos dias 03, 04 e 05 de novembro o 1º Seminário regional de Tecnologia Educacional promovido pela equipe de tecnoligia do CEFAPRO de Tangará da Serra.
O Seminário que iria acontecer simultaneamente nos municípios de Tangará e Barra do Bugres, irá se realizar apenas no município de Barra do Bugres.
Lamentavelmente não pudemos por problemas técnicos realizá-lo em Tangará da Serra como estava programado. Pedimos desculpas ao 180 profissionais que se inscreveram para participar do seminário em Tangará da Serra. Informamos que o Seminário em Tangará não foi cancelado, mas apenas adiado para tão logo ser realizado em 2011.
Em Barra do Bugres contamos com a parceria da UNEMAT o que nos possibilitou a realização do Seminário e também com profissionais da rede estadual de educação que se colocaram a disposição para nos auxiliar como oficineiros das 06 oficinas, Movie Maker, Portal Educacional, Plano de Aula com Recurso da Internet, Linux, Blog para iniciante e Impress.
No Seminário se inscreveram 200 educadores entre professores, técnicos e gestores.
O objetivo do Seminário é proporcionar um momento de reflexão com dosagens de prática quanto ao uso dos recursos ou ferramentas das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação - NTIC. E ao mesmo tempo dar oportunidades aos professores de mostrarem seu fazer pedagógico com o uso das TIC em sala de aula apresentando casos de sucessos, como também apresentação cultural produzidas com os alunos das escolas.
O Profº Ms e Coordenador do curso de Ciência da Computação do Campus da UNEMAT, Everton Ricardo do Nascimento, irá nos presentear com a palestra de abertura sob o tema: O uso do Computador como Recurso Pedagógico.
O Profº Ms e Coordenador do Proinfo do Estado de Mato Grosso Edevamilton de Lima Oliveira, também irá nos agraciar com sua estimada presença e fará a palestra de encerramento na tarde do dia 05/11/2010.
“Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores, assim como não se pode pensar num futuro sem poetas e filósofos” MOACIR GADOTTI.
E sem tecnologias da informação e comunicação na educação é hoje possível continuar?
O Seminário que iria acontecer simultaneamente nos municípios de Tangará e Barra do Bugres, irá se realizar apenas no município de Barra do Bugres.
Lamentavelmente não pudemos por problemas técnicos realizá-lo em Tangará da Serra como estava programado. Pedimos desculpas ao 180 profissionais que se inscreveram para participar do seminário em Tangará da Serra. Informamos que o Seminário em Tangará não foi cancelado, mas apenas adiado para tão logo ser realizado em 2011.
Em Barra do Bugres contamos com a parceria da UNEMAT o que nos possibilitou a realização do Seminário e também com profissionais da rede estadual de educação que se colocaram a disposição para nos auxiliar como oficineiros das 06 oficinas, Movie Maker, Portal Educacional, Plano de Aula com Recurso da Internet, Linux, Blog para iniciante e Impress.
No Seminário se inscreveram 200 educadores entre professores, técnicos e gestores.
O objetivo do Seminário é proporcionar um momento de reflexão com dosagens de prática quanto ao uso dos recursos ou ferramentas das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação - NTIC. E ao mesmo tempo dar oportunidades aos professores de mostrarem seu fazer pedagógico com o uso das TIC em sala de aula apresentando casos de sucessos, como também apresentação cultural produzidas com os alunos das escolas.
O Profº Ms e Coordenador do curso de Ciência da Computação do Campus da UNEMAT, Everton Ricardo do Nascimento, irá nos presentear com a palestra de abertura sob o tema: O uso do Computador como Recurso Pedagógico.
O Profº Ms e Coordenador do Proinfo do Estado de Mato Grosso Edevamilton de Lima Oliveira, também irá nos agraciar com sua estimada presença e fará a palestra de encerramento na tarde do dia 05/11/2010.
“Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores, assim como não se pode pensar num futuro sem poetas e filósofos” MOACIR GADOTTI.
E sem tecnologias da informação e comunicação na educação é hoje possível continuar?
domingo, 29 de agosto de 2010
SEMINÁRIO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL EM JUÍNA - MT.
TECENDO REDES, INTERLIGANDO AS ESCOLAS, A COMUNIDADE E O MUNDO.
JUÍNA-AGOSTO DE 2010.
O Primeiro Seminário Estadual para a Formação e Avaliação em Tecnologia Educacional em Juína Mato Grosso, contou com a participação de diversos representantes dos CEFAPROS, Técnicos de Laboratórios de Informática de várias Escolas, Professores que vieram de municípios distantes como Confresa e outros, MEC, SEDUC de Mato Grosso.
O Seminário ocorreu no período de 23 a 25 de agosto com uma sessão solene no Centro Cultural de Juína. O Diretor do CEFAPRO Marcos Morandi fez a abertura, deu boas vindas a todos os participante, e deu a palavra ao Prefeito da cidade, ao Secretário Municipal, a alguns diretores dos CEFAPROs que estavam presente, ao representante do MEC Sr. Adonay Marques e ao Coordenador Estadual do ProInfo Integrado de Mato Grosso Professor Mestre Edevamilton Lima de Oliveira.
As apresentações culturais foram variadas com peças Teatrais, Flauta e Dança, todas as apresentações foram originadas através das escolas e idealizadas por professores e estudantes.
Os temas desenvolvidos no Seminário foram:
- Palestra com o Prof. Edy, “Navegando, tecendo e edificando a Tecnologia educacional”.
- Blog – Construíndo identidade, publicando ações e alimentando rede, com o Prof. formador Weder Camilo.
- Oficina com Adonay Marques- MEC, Cadastro, matricula e avaliação dos cursistas do Proinfo de Mato Grosso através do SIPI – Sistema de Integração do Proinfo Integrado.
- Apresentação de casos de sucesso com os técnicos:
Aparecida Cordeiro Fernandes – Escola Estadual Dr. Artur A. Maciel.
Luiz Fernando Hoffmann – CEJA.
Edinabel Santos da Silva – Escola Estadual São Francisco de Assis da cidade de Aripuanã.
Antônio Carlos Faneca – Formador do CEFAPRO de Juina e Cursista de TIC em 2009.
- Oficina com o Formador Joelson Marcelo de Cuiabá, Metodologia de Pesquisa na Internet.
- Oficina com a Técnica da SEDUC Lucimar Araujo e Weder Camilo sobre: Webconfer~encia e Blog.
Apresentação do Programa TV Escola com a Técnica da SEDUC Cida Borralho e a Formadora Antônia Ustulin do CEFAPRO de Tangará da Serra.
- Palestra com o Prof. Ms Edy – Tecendo mais um ponto da rede: Alternativas para uma Educação Digital.
Entre os assuntos abordados, discutidos, refletidos, a certeza de que as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, aos poucos estão sendo utilizadas nos âmbitos escolares, as apresentações dos casos de sucesso e os depoimentos dos técnicos dos LIEDS das escolas demonstraram que a tecnologia na educação são instrumentos eficazes de aprendizagem e que os alunos e professores realmente se sentem maravilhados com os resultados.
Portanto, continuar com este trabalho de disseminar a formação dos professores e funcionários das escolas, por meio das ações dos Professores Formadores em Tecnologia Educacional quanto ao uso do computador, internet, e outras mídias é fundamentalmente importantes para a educação, para a inclusão digital de professores e alunos e para a sociedade em geral. USTULIN, (2010).
JUÍNA-AGOSTO DE 2010.
O Primeiro Seminário Estadual para a Formação e Avaliação em Tecnologia Educacional em Juína Mato Grosso, contou com a participação de diversos representantes dos CEFAPROS, Técnicos de Laboratórios de Informática de várias Escolas, Professores que vieram de municípios distantes como Confresa e outros, MEC, SEDUC de Mato Grosso.
O Seminário ocorreu no período de 23 a 25 de agosto com uma sessão solene no Centro Cultural de Juína. O Diretor do CEFAPRO Marcos Morandi fez a abertura, deu boas vindas a todos os participante, e deu a palavra ao Prefeito da cidade, ao Secretário Municipal, a alguns diretores dos CEFAPROs que estavam presente, ao representante do MEC Sr. Adonay Marques e ao Coordenador Estadual do ProInfo Integrado de Mato Grosso Professor Mestre Edevamilton Lima de Oliveira.
As apresentações culturais foram variadas com peças Teatrais, Flauta e Dança, todas as apresentações foram originadas através das escolas e idealizadas por professores e estudantes.
Os temas desenvolvidos no Seminário foram:
- Palestra com o Prof. Edy, “Navegando, tecendo e edificando a Tecnologia educacional”.
- Blog – Construíndo identidade, publicando ações e alimentando rede, com o Prof. formador Weder Camilo.
- Oficina com Adonay Marques- MEC, Cadastro, matricula e avaliação dos cursistas do Proinfo de Mato Grosso através do SIPI – Sistema de Integração do Proinfo Integrado.
- Apresentação de casos de sucesso com os técnicos:
Aparecida Cordeiro Fernandes – Escola Estadual Dr. Artur A. Maciel.
Luiz Fernando Hoffmann – CEJA.
Edinabel Santos da Silva – Escola Estadual São Francisco de Assis da cidade de Aripuanã.
Antônio Carlos Faneca – Formador do CEFAPRO de Juina e Cursista de TIC em 2009.
- Oficina com o Formador Joelson Marcelo de Cuiabá, Metodologia de Pesquisa na Internet.
- Oficina com a Técnica da SEDUC Lucimar Araujo e Weder Camilo sobre: Webconfer~encia e Blog.
Apresentação do Programa TV Escola com a Técnica da SEDUC Cida Borralho e a Formadora Antônia Ustulin do CEFAPRO de Tangará da Serra.
- Palestra com o Prof. Ms Edy – Tecendo mais um ponto da rede: Alternativas para uma Educação Digital.
Entre os assuntos abordados, discutidos, refletidos, a certeza de que as Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, aos poucos estão sendo utilizadas nos âmbitos escolares, as apresentações dos casos de sucesso e os depoimentos dos técnicos dos LIEDS das escolas demonstraram que a tecnologia na educação são instrumentos eficazes de aprendizagem e que os alunos e professores realmente se sentem maravilhados com os resultados.
Portanto, continuar com este trabalho de disseminar a formação dos professores e funcionários das escolas, por meio das ações dos Professores Formadores em Tecnologia Educacional quanto ao uso do computador, internet, e outras mídias é fundamentalmente importantes para a educação, para a inclusão digital de professores e alunos e para a sociedade em geral. USTULIN, (2010).
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A PARTICIPAÇÃO DA EQUIPE DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL NO SEMINÁRIO REGIONAL DAS ORIENTAÇÕES CURRICULARES.
No Seminário Regional das Orientações Curriculares do Pólo de Tangará da Serra, nos dias 03 a 05 de agosto de 2010. Em decisão coletiva por reunião com todos os formadores, que por área de conhecimento e modalidade de ensino apresentou os documentos e acompanhou a sistematização feita pelos municípios participantes.
O setor de Tecnologia Educacional marcou presença com o tema: NOVAS TECNOLOGIAS PARA UMA NOVA EDUCAÇÃO. Apresentado pela professora formadora em Tecnologia Educacional Antônia Ustulin.
Durante a apresentação a Prof. conceituou Tecnologia Educacional como: “um meio pelo qual se conecta o professor, a experiência pedagógica, e o estudante para aprimorar o ensino, (Timótheo Neuby).
Na sequência provocou a seguinte reflexão: “Para que serve um clipes fora prender o papel?” A analogia em relação ao computador que igual ao clipes também é um artefato, um instrumento que o ser humano determina uma ação. Um instrumento que se transforma num espaço de lazer, de cálculo, de orientação à saúde, de ensino, de informação...
Também lembrou de falar sobre criatividade mostrando as diversas formas de se usar o lápis.
Mostrando o que Seymour Papert diss,e quando ao responder a questão que ele mesmo formulou: “De que forma o lápis pode ser usado? De tantas formas que não podemos fazer uma lista. Ele foi incorporado, tornou-se parte de tudo. Assim é com o computador e com a internet...” (Seymour Papert).
Mostrou também as caracteristicas dos jovens da geração Net. Segundo este mesmo autor, as dez características mais fortes dessa geração Net são: independência, mente aberta, sociabilidade, opiniões livres e fortes, espírito inovador, capacidade investigativa, maturidade, imediatismo, sensibilidade, autoconfiança. Lembrou que para formular o Currúculo que irá Orientar esta geração de jovens e crianças por mais uma década pela frente temos que saber quem são estes jovens e crianças, o que estão fazendo, onde estão fazendo, como estão fazendo e o que estão pensando.
Aproveitou do momento e mostrou a comparação que Papert fez em sua pesquisa entre o ensino tradicional e ensino Interativo.
TRADICIONAL
• APRENDIZAGEM POR INSTRUÇÃO.
• APREND. CENTRADA NO PROFESSOR.
• ABSORÇÃO DA MATÉRIA-DECORA.
• CONTEÚDO VOLTADO PARA A ESCOLA.
• UM TAMANHO PARA TODOS.
• ESCOLA COMO TORTURA-TRANSMISSOR DO CONHECIMENTO.
INTERATIVO
• APREND. POR HIPERMÍDIA.
• APREND. CENTRADA NO ALUNO-MEDIADA.
• APRENDENDO A APRENDER
• CONTEÚDO PARA A VIDA – VITALÍCIO-CONTEXTUALIZADO.
• CONTEÚDO SOB MEDIDA.
• ESCOLA COM DIVERSÃO, AMBOS VÃO COM PRAZER, PROFESSOR E O ESTUDANTE.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
SALA DO PROFESSOR.
Um projeto proposto pela SEDUC-MT e que se desenvolve em todas as escolas de Mato Grosso, como professora formadora do Centro de Formação e Atualização de Professores, acompanho mensalmente o grupo Sala do Professor da Escola Padre Arlindo que fica no município de Campo Novo do Parecis. Esta foto registra o momento de discussão e construção do projeto.
Os temas discutidos no projeto Sala do Professor tem como objetivo central melhorar a prática pedagógica dos professores visando a eficácia ensino e da aprendizagem.
Na foto: Prof. Formadora Antônia, Prof. Vera,
Coord. Neuza e a Diretora Prof. Ramira.
Um projeto proposto pela SEDUC-MT e que se desenvolve em todas as escolas de Mato Grosso, como professora formadora do Centro de Formação e Atualização de Professores, acompanho mensalmente o grupo Sala do Professor da Escola Padre Arlindo que fica no município de Campo Novo do Parecis. Esta foto registra o momento de discussão e construção do projeto.
Os temas discutidos no projeto Sala do Professor tem como objetivo central melhorar a prática pedagógica dos professores visando a eficácia ensino e da aprendizagem.
Na foto: Prof. Formadora Antônia, Prof. Vera,
Coord. Neuza e a Diretora Prof. Ramira.
domingo, 9 de maio de 2010
RECADO
OI PESSOAL, PARA VISUALIZAR OS LINKS DO CURSO TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO:ENSINANDO E APRENDENDO COM AS TIC, CLIQUE EM ARQUIVO 2009.
EIXO 1 - PROJETO
O CURSO ELABORAÇÃO DE PROJETOS (40H) DESENVOLVE-SE COM BASE :
Na articulação entre a prática pedagógica com o uso de tecnologias;
Na realidade da escola;
No contexto da sala de aula;
Na reflexão sobre a prática com a integração das TIC;
No currículo das distintas áreas de conhecimento.
O Curso está estruturado em três eixos conceituais:
EIXO 1 – PROJETO Foco principal: a elaboração de um projeto integrado com o uso das tecnologias e mídias para ser desenvolvido pelo cursista em sua prática pedagógica. Integrado a essa elaboração são trabalhados os seguintes temas:
Projeto: visão histórica
Projetos e o uso de Tecnologias.
Distintas instâncias de projeto na escola.
Pedagogia de projetos e suas implicações nos processos de ensino e aprendizagem.
Exemplos de projetos.
O Curso Elaborando projetos (40h) tem a duração de três meses, isto é, entre oito e dez semanas, ao longo das quais ocorrem 03 encontros presenciais de 4 horas de duração e 28 horas à distancia. 1º Encontro Presencial Eixo 1 de estudos e prática: Projeto, com duração de três semanas 2º Encontro Presencial: Eixo 2 de estudos e prática: Currículo, com duração de três semanas 3º Encontro Presencial Eixo 3 de estudos e prática: Tecnologia, com duração de duas semanas
Na articulação entre a prática pedagógica com o uso de tecnologias;
Na realidade da escola;
No contexto da sala de aula;
Na reflexão sobre a prática com a integração das TIC;
No currículo das distintas áreas de conhecimento.
O Curso está estruturado em três eixos conceituais:
EIXO 1 – PROJETO Foco principal: a elaboração de um projeto integrado com o uso das tecnologias e mídias para ser desenvolvido pelo cursista em sua prática pedagógica. Integrado a essa elaboração são trabalhados os seguintes temas:
Projeto: visão histórica
Projetos e o uso de Tecnologias.
Distintas instâncias de projeto na escola.
Pedagogia de projetos e suas implicações nos processos de ensino e aprendizagem.
Exemplos de projetos.
O Curso Elaborando projetos (40h) tem a duração de três meses, isto é, entre oito e dez semanas, ao longo das quais ocorrem 03 encontros presenciais de 4 horas de duração e 28 horas à distancia. 1º Encontro Presencial Eixo 1 de estudos e prática: Projeto, com duração de três semanas 2º Encontro Presencial: Eixo 2 de estudos e prática: Currículo, com duração de três semanas 3º Encontro Presencial Eixo 3 de estudos e prática: Tecnologia, com duração de duas semanas
RELATO DE QUATRO MESES DE EXPERIÊNCIA COMO PROFESSORA FORMADORA NA ÁREA DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL NO CEFAPRO DE TANGARÁ DA SERRA EM MATO GROSSO.
Autora: Antônia Ustulin
Resumo
Este artigo relata de forma reflexiva a experiência de quatro meses de trabalho como professora formadora no Centro de Formação e atualização de professores-CEFAPRO, no município pólo de Tangará da Serra em Mato Grosso.
Inicia-se relatando o momento em que passou a se interessar pelas tão conhecidas Novas Tecnologias da Informação e comunicação (NTICs), Num resgate histórico da experiência brasileira conta como ocorreu a inserção do computador na educação no Brasil da universidade ao ensino médio e fundamental, do qual os cursos do ProInfo Integrado tem sido de fundamental importância para os profissionais da educação principalmente para os professores e coordenadores escolares que vem demonstrando uma postura didática diferente da que culturalmente estão acostumados, pois o computador, a Internet e as demais mídias digitais passaram a fazer parte de suas práticas pedagógicas do planejamento às salas de aulas incluindo até os momentos de avaliações. Tudo isto apesar das dificuldades que enfrentam no cotidiano escolar em relação às novas tecnologias.
Palavras Chaves: educação, tecnologia, práticas pedagógicas.
Introdução
As transformações rápidas e profundas decorrentes dessas descobertas refletem-se nos mais variados setores, destacando-se os avanços tecnológicos, a transformação dos paradigmas econômicos e produtivos e, em especial, as mudanças relacionadas à Educação, (RIVEIRO; GALLO, 2004, p. 145).
O interesse pela tecnologia na educação surgiu quando ainda estava cursando o curso Licenciatura Plena em Sociologia pela Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Estado de Mato Grosso, através da disciplina Nova Tecnologias no primeiro semestre do ano de 2006. Foi tão apaixonante esta disciplina que decidi fazer a monografia pesquisando o tema: Inclusão Digital dos Professores Efetivos da Rede Pública Estadual do Município de Barra do Bugres-MT, em 2006.
Nas escolas que os professores entrevistados trabalhavam, contava com apenas um computador que era de uso coletivo. E ainda havia muitos professores que não tinham acesso ao computador na própria escola onde trabalhava. Independentemente disso, em 2006 as maiorias dos professores entrevistados já utilizavam a Internet. Na falta da formação por parte do Estado, a maioria dos entrevistados admitiu pagar cursos de informática básica para aprender a lidar com o computador e, apesar de não necessitarem do auxílio de um técnico da área, eles não se consideraram incluídos na Era Digital, por considerar, principalmente, que ainda precisavam aprender a manusear a máquina.
Foto tirada durante a capacitação em Tecnologia na Educação no
município de Diamantino-MT. Trabalho de equipe com o
objetivo elaborar uma aula com o uso de mídias digitais.
O início da experiência brasileira.
De acordo com Oliveira (2002), diversas discussões ocorreram até a aprovação da Lei nº. 7.232, de 1984, pelo Congresso Nacional. Essas discussões não se agregaram apenas aos parlamentares; várias entidades como Federação nacional dos Engenheiros, UNE, Conselho de Segurança Nacional, entre outros, também participaram das discussões com o intuito de contribuir na criação de uma política
Nesse sentido um ponto importante foi à participação das universidades que se apresentaram como as principais formadoras de recursos humanos.
...necessitava-se não só aumentar a oferta quantitativa de pessoal especializado, como também formar os recursos humanos altamente capacitados para o sistema de ciência e tecnologia (Piragibe, apud, Oliveira 2002, p. 27).
Diante dessa problemática não só o ensino superior, mas também o ensino fundamental e médio contribuíram de modo definitivo para a formação de recursos humanos que garantisse o lugar do Brasil como um País capaz de desenvolver e utilizar a principal tecnologia produzida no século XX.
Portanto, para este autor, o setor da educação foi escolhido como um dos prioritários para a garantia da Política Nacional de Informática, e a partir daí surge uma nova história na educação brasileira, caracterizada pelas ações do governo Federal visando levar computadores às escolas de educação básica, constituindo assim, a política brasileira de Informática Educativa mais tarde denominada Tecnologia Educacional - TE.
Dentro deste contexto da importância da TE e sob o pensamento de que o computador poderia vir a contribuir no processo de ensino, foi desenvolvida no Brasil, a Política de Informática Educativa (PIE), iniciada na década de 1980, que buscou desenvolver mecanismos para inserir o computador no processo de ensino-aprendizagem (OLIVEIRA, 1996).
Num resgate histórico do movimento de uma política de informática educativa no Brasil, Oliveria (1996) considera que, nos primeiros anos, a PIE contou com os centros-pilotos instalados em cinco universidades públicas (UFPE, UFRGS, UFMG, UFRJ E UNICAMP), responsáveis até então pelas pesquisas e pela formação de recursos humanos para o trabalho com informática educativa.
Para Oliveira, 1987, o Ministério da Educação buscou articular-se com as secretarias municipais e estaduais de educação, além de criar o projeto EDUCOM (Educação com computadores), caracterizando uma nova dinâmica para a PIE. A relação entre os governos federal, estaduais e municipais proporcionou a criação dos Centros de Informática Educativa (CIED) que foram responsáveis, nos seus respectivos estados e municípios, pela inserção do computador no ensino.
Oliveira (1996) comenta que, em fevereiro de 1986, foi criado, no âmbito do MEC, o comitê Assessor de Informática para a Educação de 1º e 2º graus, sobre a utilização de computadores na Educação Básica.
O Projeto EDUCOM, segundo esse autor, representou a primeira ação oficial concreta de levar computadores às escolas brasileiras, com isso criou-se o Centro de Informática Educativa (Cenifor) com as principais finalidades:
- coordenar a capacitação e o repasse financeiro. (Projeto Educom);
- promover a integração dos Centros Pilotos;
- acompanhar as atividades desenvolvidas pelos centros pilotos.
Para se adequar à nova realidade, o MEC teve que definir como se daria o financiamento do Projeto Educom. Portanto, foram assinados convênios entre Financiadora de Estudos e Projetos do Estado de São Paulo (Finep); Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa (Funtevê) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), cabendo a este último a alocação de bolsas para os pesquisadores envolvidos no Projeto Educom.
Em 1997 surge no panorama da educação o Programa Nacional de Informática da Educação (ProInfo), é um programa criado pela Portaria Nº. 522/MEC, de 9 de abril de 1997, para promover o pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio. O Programa é desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (SEED) por meio do Departamento de Infra estrutura Tecnológica (DITEC), em pareceria com as Secretaria de Educação Estadual e Municipal. O Programa funciona de forma descentralizada. Sua coordenação é de responsabilidade federal e a operacionalização é conduzida pelos Estados e Municípios.
Em 2009, aproximadamente 1.200 profissionais da educação básica que fazem parte dos municípios pólos do CEFAPRO (Centro de formação e atualização dos profissionais da educação básica) de Tangará da Serra participaram dos cursos do Proinfo Integrado sendo cerca de 800 profissionais da educação entre professores, funcionários, técnicos administrativos e apoio, participaram do curso Introdução à Inclusão Digital-LINUX e 400 entre professores e coordenadores participaram do curso Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TICs, no curto período de agosto à dezembro de 2009.
O ProInfo tem como objetivo a preparação de recursos humanos, de modo especial professores. Adota o princípio “professor capacitando professor no uso da telemática em sala de aula. Inicialmente os professores envolvidos com as ações do ProInfo eram professores da rede pública de ensino, voluntários, selecionados nos projetos estaduais, hoje muitos professores recebem bolsas para administrar os cursos via Internet e presenciais. No CEFAPRO de Tangará da Serra, foram contratados 23 multiplicadores bolsistas que atuaram como mediadores na aplicação de ambos os cursos.
O papel do Professor Formador do CEFAPRO na área de tecnologia na educação é coordenadar os cursos do ProInfo Integrado, capacitar os multiplicadores, orientar e acompanhar a trajetória dos cursos através de contatos diretos e indiretos com os multiplicadores e cursistas, além de ser também administrador de turma, como também dar formação aos professores das escolas municipais e estaduais provocando reflexões, incentivo quanto ao uso do computador, Internet e mídias, como uma ferramenta pedagógica através do projetos Sala do Professor promovido pela Secretaria Estadual de Educação e CEFAPROS.
Durante as visitas nos municípios do pólo do CEFAFPRO aos bolsistas com a finalidade de acompanhar ou orientar, a maior dificuldade encontrada foi devido a triplica jornada de trabalho desses profissionais, geralmente os encontros acorriam a noite ou nos intervalos das horas vagas e teriam que ser repetidos várias vezes devido a interrupção do tempo, pois os professores precisavam voltar para as suas salas de aulas. Porém o fato dos multiplicadores serem professores atuantes nas escolas é um fator positivo devido à postura didática e possuírem conhecimento metodológico para o ensino e aprendizagem, isso facilitou o aprendizado dos cursistas e ao mesmo tempo instigou as discussões em torno dos conteúdos dos cursos e da realização das atividades.
De acordo com Oliveira (2002), os cursos possuem carga horária média de 120 horas, são realizados nas dependências dos Núcleos de Tecnologias Educacionais (NTEs), em Mato Grosso temos além dos NTEs quinze CEFAPROs que atende na formação de professores.
Algumas atribuições do professor ao uso da telemática com seus alunos:
- manter a interface com os NTE (multiplicadores) durante o desenvolvimento de suas ações pedagógicas;
- disseminar a utilização da telemática na escola.
Uma das boas possibilidades educativas proporcionadas pelos meios eletrônicos é a de que a escola crie sua própria rede local (LAN – local área network), que possa ser acessada em todas as salas e outras dependências (pátios, bibliotecas, refeitórios, jardins e quadras esportivas, laboratórios). Dessa forma, a tecnologia possibilita o acesso imediato e a viabilização da comunicação entre os diversos setores da instituição e a realização de atividades generalizadas (videoconferências, apresentações, cursos o e treinamentos on-line, divulgação de atividades, etc.) para um público ampliado de usuários: seus próprios alunos, professores e funcionários e os de outras instituições com os quais esteja interligado em rede (KENSKI, 2004, p. 71).
Para Belloni (1999), os avanços vêm ao encontro dos objetivos de aprendizagem aberta e permitem o desenvolvimento de ações educacionais a partir de concepções mais “construtivistas” do processo de aprendizagem de sujeitos adultos e autônomos.
Isso significa que tanto o professor como os alunos terão possibilidades de interagir nos ciberespaço e neles podem construir seus próprios conhecimentos.
Por outro lado o professor pode ensinar os alunos a usarem editores de textos, explorando de forma mais ampla e consistente a separação de idéias, as diferenças e semânticas e o uso das regras gramaticais. O uso de CD-ROMS pode perfeitamente cumprir a missão de “passar o texto”, liberando o professor quanto ao uso do quadro-negro. Ao lado do desenvolvimento dessas categorias, o ciberespaço está constituído de diversas categorias que podem ser exploradas, tanto pelo aluno, como pelo professor. Vejamos alguns exemplos:
- chat: uma sala de aula totalmente aberta para professores e alunos trocarem desafios, proporem soluções;
- fórum: espaços abertos, criados para a discussão de temas diversos propostos pelo professor em diferentes disciplinas;
- mural: construção de um verdadeiro jornal vivo, interativo, rico em desafios e temas de interesse dos alunos;
Carreio eletrônico: ampliação dos limites de comunicação entre alunos de diferentes ambientes e níveis de aprendizagem. Tarefa que deve ser orientada pelo professor.
- links/bibliotecas virtuais: organização e direcionamento de assuntos pertinentes e selecionados em outros sites;
-download e upload: busca e pesquisa de conteúdos específicos.
Diante disso, Belloni (1996) considera que a Internet e o computador transformaram-se em um mecanismo extremamente atrativo para a educação. Em tudo, a presença do computador constitui uma evidência inegável e fechar as portas da escola a ele significa um retrocesso imperdoável
Para isso, Em cada unidade da Federação existe uma Coordenação Estadual ProInfo e o objetivo principal é o de introduzir as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas públicas do ensino médio e fundamental, além de articular os esforços e as ações desenvolvidas no setor sob sua jurisdição, em especial as ações dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE).
Análise e reflexão a cerca de quatro meses de experiência como professora formadora do CFAPRO de Tangará da Serra.
Com esta experiência como professora formadora no CEFAPRO de Tangará da Serra durante esses quatro meses, constatou-se que os LIEDs se apresentam timidamente no seio do ambiente escolar na maioria das escolas que visitei, apesar de ter passado mais de duas décadas em que governos tentam introduzir o computador nas escolas e autores lançam uma diversidade de teorias de como utilizá-lo como uma ferramenta pedagógica nas salas de aulas e nos laboratórios das escolas.
Desse modo, para Grinspun (1999) é fundamental não perder de vista que o papel primordial da tecnologia é servir o homem. Visto que, a educação tecnológica deve promover a integração entre a tecnologia e o humano, não no sentido de valorizar a educação/produção econômica, mas principalmente, visando à formação integral da pessoa.
Pensar então, no preparo do ser humano e neste caso, no preparo do professor para a convivência diária desenvolvendo a sua capacidade adaptativa, e também, criadora, parece ser o caminho mais adequado fundamentalmente porque professores e funcionários ainda vivem sob a imersão do medo, do receio de que a máquina é cara e frágil, por isso precisa ter muito cuidado e cautela ao apertar uma tecla senão pode estragar, queimar, apagar tudo, perder o trabalho feito assim por diante, bem ao contrário dos alunos que fazem e desfazem com tanta naturalidade.
No final de 2009, duas questões norteadoras foram fundamentais para a análise e reflexão desta experiência como professora formadora:
1- Quais contribuições o curso, trouxe para a sua prática pedagógica em sala
de aula?
2- Durante o curso desenvolveu com os alunos alguma aula no Laboratório de Informática como realização de uma atividade ou mesmo idealizada a partir da sua participação no curso?
As questões foram propostas para 120 professores que haviam concluído o curso.
A maioria das respostas da primeira questão foi:
- Novo conhecimento e aprendizado;
-contribuiu para a realização do planejamento das aulas;
-valorização do trabalho em grupo.
- entendeu que a tecnologia na educação é uma necessidade;
-ajudou a terem mais segurança quanto ao manuseio da máquina;
-reconheceu a importância que tem a informática na escola;
-passou a usar com mais familiaridade os slides, as pesquisas eletrônicas, os emails, enfim as mídias digitais;
-percebeu a importância das mídias digitais como ferramenta pedagógica;
-percebeu a interatividade entre os envolvidos no ensino por meio das TICs.
-ajudou a perceber as tecnologias existentes na escola até então deixadas de lado.
-observou que a aula ficou mais dinâmica, alegre, divertida, mostrou o quanto a TIC influi na vida dos alunos.
-passou a levar os alunos no laboratório de informática com mais freqüência;
-mostrou como usar a informática como ferramenta pedagógica nas aulas.
-aprendeu a organizar os conteúdos, os trabalhos dos alunos e outros arquivos de modo mais organizado e prático;
Em relação à segunda não houve respostas repetitivas, as mais relevantes foram:
-os alunos demonstraram muito interesse em pesquisar na Internet;
-utilizou a internet no laboratório para pesquisar experimentos de Física;
-realizou atividades com os alunos online, e também aplicou a prova do 4º bimestre online;
-levou os alunos para construir apresentação no PowerPoint e depois comentar os resultados no blogger;
-levou os alunos no laboratório de informática para fazer pesquisa, depois pediu aos alunos para desligar o computador e escrever sobre o assunto pesquisado;
-trocou email com os alunos para discutir os assuntos das aulas;
-utilizou sugestão de aulas que entrou no Portal do Professor;
-Levou por várias vezes para os alunos realizarem atividades a partir do curso, como preparar slides, montar um portfólio;
Alguns pontos negativos:
-não, pois a Internet da escola vive com problemas;
-medo de inserir o computador como um novo método de ensino;
-Por minha turma ser de alfabetização não pode utilizar o laboratório de informática;
-não teve tempo de levar os alunos no LI, mas pretende planejar para o próximo ano;
-não teve oportunidade de levar os alunos para o LI;
-não trabalhou porque a prof. Xd informática está de licença;
Em vista disso, Grinspun, (1999), diz que a escola hoje, terá que ser mais voltada para gerar conhecimentos a partir das reflexões sobre as práticas e as técnicas aplicadas, neste sentido, o curso Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC, proporcionou aos professores participantes uma nova visão de como encarar essas novas tecnologias como uma ferramenta pedagógica, interativa e facilitadora, despertando neles novas habilidades, novas criatividades, novos conhecimentos, novas práticas pedagógicas, como observa-se nos relatos das respostas obtidas pelos dois questionamentos.
Em face das conquistas, desafios, avanços e dificuldades, têm que pensar numa educação com objetivos mais amplos, tanto em termos de conhecimentos como da formação de um profissional mais crítico e consciente para viver e participar desse contexto de avanço tecnológico, numa visão local, nacional e mundial, numa perspectiva de ação visando à busca de valores comprometidos com uma sociedade mais humana e com mais justiça social (GRINSPUN, 1999).
Cabe então ao professor, lançar mão de toda sua experiência, para lograr as possibilidades para a efetiva informatização nas escolas. (SANTOS, 2003).
Contudo, é lamentável informar que mesmo com tanto empenho por parte do MEC e outros órgão, durante as visitas pude-se também observar que o computador se insere de forma tipicamente protegida pelos gestores nos Laboratórios de Informáticas, o medo que estrague e o receio por furtos, o mau uso da máquina faz com que os muitos gestores mantenham os LIEDs trancados e ainda bloqueiem alguns sites restringindo o acesso dos usuários ao navegar pela Internet, isso dificulta o despertar do interesse e a curiosidade dos usuários, por outro lado a ausência de orientação quanto ao uso e exploração dos softwares livres e sites gratuitos como o YoTube, Orkut e MSN e sites de jogos por exemplo, os quais os jovens mais gostam de navegar, alguns dos laboratórios de informática se encontram bloqueados para os usuários.
Neste sentido, segundo Riveiro, Galol (2004), é preciso quebrar a barreira do acesso, depois, é preciso manter esse acesso, afinal o computador e a Internet podem constituir uma ferramenta didática a mais nas salas de aula. Ter acesso significa não apenas poder manipular a tecnologia, mas fundamentalmente, fazer leitura crítica e política da utilização dessa tecnologia.
De acordo com Belloni (1999), há três precauções que devem orientar o uso educativo das NTICs.
1ª) A educação deve problematizar o saber, contextualizando os conhecimentos, colocando-o em perspectiva, para que o educando possa apropriar-se deles e utilizá-lo em outras situações.
2ª) Reconhecer a diferença entre informação e conhecimento. O conhecimento ainda não é o saber, e o saber escolar é contínuo, é infindável. É seleção e interpretação dos conhecimentos cuja aquisição é julgada indispensável ao desenvolvimento pessoal é a competência dos que aprendem.
3ª) Não utilizar as NTICs para resolver problemas dos sistemas de ensino em dificuldades ou como antídoto para as doenças crônicas da educação.
Há uma série de questões complexas sendo levantadas no âmbito das instituições educacionais, dentre elas, a necessidade de integrar tecnologias às práticas pedagógicas, visto que isso poderá se constituir em importante espaço para uma aproximação com as novas gerações de pessoas.
Porém, como pensam muitos administradores e acadêmicos, deve haver uma profunda mudança no modo de ensinar e na própria concepção e organização dos sistemas educacionais gerando profundas modificações na cultura da escola, a começar por certa organização do espaço, do tempo, dos atores e objetivos em determinada situação, que impõem necessariamente novas estruturas e relações (BELLONI,1999).
Considerações finais
De acordo com os relatos dos bolsistas contratados, os professores inscritos e matriculados inicialmente demonstraram-se imensamente motivados, e a sua expectativa foi de aprender a manusear o computador tecnicamente, porém, ao conhecer o ambiente e o conteúdo do curso uma parte dos cursistas preferiu desistir que mergulhar nas leituras, vídeos e atividades, por um lado à falta do material impresso, CDROM, conexão com a Internet, problema em acessar a plataforma por causa de senhas, entre outros, também motivaram a evasão de alguns, sem citar a tripla jornada de trabalho que de muitos professores em alguns municípios enfrentam ficando sem horário para participar do curso.
Mesmo assim, os cursistas que demonstraram interesse e tiveram condições em continuar, se mostraram felizes com a oportunidade, souberam aproveitar apesar das dificuldades enfrentadas, puderam experimentar esta nova ferramenta como um material didático elaborando aulas e levando seus alunos nos laboratórios de informática, e se vislumbraram com as descobertas, a quantidade e a qualidade de informação que obteve ao navegar pela Internet e ao mesmo tempo realizar as atividades onde puderam construir um hiperportifólio e um hipertexto. Conheceram o Portal do Professor e se inscreveram no portal.
Frente a esse avanço sem se esquecer das dificuldades, Belloni (1999), fala que para compreender o papel das NTICs na educação, é preciso considerar como ferramenta pedagógica que seu uso não seja visto como algo para circulação de informação, mas para diferentes situações de aprendizagem em que se busque estabelecer critérios de escolha das técnicas que são mais apropriadas a cada situação, numa perspectiva de imaginação pedagógica e não de invenção técnica.
Bibliografias
BELLONI, Maria Luiza, Educação e distância. Campinas. SP: Autores Associados, 1999.
OLIVEIRA, Ramon de. Informática educativa: dos planos e discursos, Campinas, SP: Papirus, 1996.
OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa, 7 ed. Campinas: Papiros, 2002.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas, SP: Papirous, 2004.
GRINSPUN, Mirian P. S. Z. Et. Al. Educação tecnológica: desafios e perspectivas. São Paulo. Cortez, 1999.
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