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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TECNOLOGIAS DIGITAIS INTEGRADAS AO CURRÍCULO ESCOLAR

Prof.  Antônia Ustulin 

Introdução 

 Uma Proposta Curricular 


 Entendemos o currículo como o projeto que preside as atividades educativas escolares, define suas intenções e proporciona guias de ações adequadas e úteis para os professores, que são diretamente responsáveis pela sua execução. Para isso, o currículo proporciona informações concretas sobre o que ensinar, quando ensinar, como ensinar e o que, como e quando avaliar (COLL, 2001, p. 45). 
 Segundo o psicólogo espanhol César Coll (2001) o conceito de currículo como um instrumento que deve levar em conta as diversas possibilidades de aprendizagem não só no que concerne à seleção de metas e conteúdos, mas também na maneira de planejar as atividades e não apenas uma lista de disciplinas e conteúdos, acrescenta que o documento precisa ser revisto permanentemente para acompanhar os anseios da sociedade em relação à educação dos estudantes. (Revista Nova Escola, ed. 209, 2008, p.32). 
O currículo escolar reflete todas as experiências em termos de conhecimento que será proporcionado aos alunos de um determinado curso. A origem da palavra currículo – currere (do latim) – significa carreira. Assim, o currículo escolar representa a caminhada que o aluno faz ao longo de seus estudos, implicando tanto conteúdos estudados quanto atividades realizadas no contexto escolar. 
Todavia sabemos que o currículo de uma escola vai além do espaço da sala de aula, vai além dos conteúdos relacionados para as séries, pois qualquer ambiente pode ser usado para adquirir ou construir conhecimento e também a socialização para que se forme pessoas cidadãs. A educação hoje necessita de reformulações em metodologias, em recursos didáticos, para poder acompanhar o mundo evoluído tecnologicamente e ao qual está inserida. Não devemos, no entanto acreditar que o simples fato de a escola possuir computadores estará sendo atual e moderna. Corre-se o risco de mau uso sem finalidades objetivas e didáticas. De acordo com a matéria divulgada na revista Nova Escola, ed. nº 223, p. 51, junho/julho de 2009, só vale levar a tecnologia para a sala de aula se ela estiver a serviço dos conteúdos. Da soma entre tecnologia e conteúdos nascem oportunidades de ensino e o desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje. No artigo “Desafios e possibilidades da integração de tecnologias ao currículo”, Almeida e Prado destacam que a integração efetiva das tecnologias ao desenvolvimento do currículo consiste de uma ação pedagógica com uma intencionalidade clara de desenvolver um currículo a partir do esboço de um plano de trabalho que se delineia a priori e assume contornos específicos na ação conforme são identificados os conhecimentos, competências e habilidades dos alunos. Almeida (2002, p.50) enfatiza que “o ser humano desenvolve projetos para transformar uma situação problemática em uma situação desejada a partir de um conjunto de ações que ele antevê como necessárias”. Com base no dito acima; pode-se compreender uma forma eficiente para integrar as tecnologias ao desenvolvimento do currículo é por meio de elaboração de projetos o que além de aproximar a aprendizagem na realidade, portanto significativa, tem como característica fundamental a flexibilidade de planejamento. Como afirma Freire e Prado (1999, p.113) plasticidade, abertura e flexibilidade são características intrínsecas a projetos, cuja proposição inicial representa uma negociação com os sujeitos de aprendizagem que leve em conta seus interesses, intenções e condições para descobrir algo novo, produzir conhecimento ou criar produtos, delineando um percurso possível que pode levar a outros, não imaginados a priori. Assim, o trabalho com projetos propicia a integração das tecnologias ao desenvolvimento do currículo, mas ele precisa ser construído com a participação de todos os atores do processo educativo, pois o trabalho por projeto é algo que se materializa pela colaboração e compromisso da equipe, não como um dado, mas como um fazer e um construir (Costa, R. 2008). É um fazer rede, vivendo uma rede social, como um fenômeno de cooperação ativa, deliberada e dinâmica; diferenciada das gestões tradicionais das quais estamos acostumados. Percebe-se, por exemplo, nos textos dos blogs da maioria das Escolas que não há integração entre as áreas do conhecimento, as postagens são pequenos fragmentos de determinado assunto, divulgação de eventos que foram realizados, fotos, e outros, sendo assim, a rede social não está a favor da aprendizagem e muito menos integrada ao currículo da escola. No entanto, o atual avanço e a disseminação das tecnologias de informação e comunicação vêm criando novas formas de convivência, novos textos, novas leituras, novas escritas e, sobretudo, novas maneiras de interagir no espaço cibernético Póvoa, 2000. Cada percurso no meio virtual parece ser original e único pelos vários links que se abrem. Com isso, ampliam-se e modificam-se as formas de interação, em tempos e espaços nunca imaginados. A hipermídia, característica ciberespacial que permite a articulação de palavras, sons, imagens e movimentos no meio digital, implica noções de multilinearidade: links, redes, flexibilidade, variedade e diversidade (Lèvy 1993). Favorecendo o trabalho interdisciplinar. Ao contrário de tudo isso, no âmbito escolar tem-se presenciado muitos grupos de trabalho que precisam de esforços para ser efetivados num clima de cooperação que poderia favorecer o trabalho interdisciplinar; porém, os docentes encontram-se assoberbados de tarefas, por participações em formações continuadas dentro e fora da escola, ações muitas vezes distanciadas da prática pedagógica em sala de aula. Na análise feita por Costa, (2008 e 2005), é preciso considerar que questões como sinergia, empatia, falta de clareza ou desvio na definição de metas, resistência à mudança, excesso de compromissos, comportamentos desestruturados, equívocos na comunicação e enfrentamentos quando se reúne um coletivo em torno de um projeto comum como o Projeto Político Pedagógico da escola, provocam desestímulos para novas práticas e inserção de novos recursos didáticos em salas de aulas. Não podemos desconsiderar o momento, esse novo paradigma exige que coloquemos como meta da educação o preparo do aluno nativo digital, para saber pensar ecológica, sistemática e criticamente (LITTO, 1997, p 98). Em razão disso, conceitos básicos como “interdependência”. “integração”, “contextualização”, “questionamentos”. ‘práticas investigativas”, “espírito crítico”, “colaboração”, visão sistêmica’, “reciprocidade”, precisam ser integrados a esse novo fazer educativo, ainda acrescento: “criar possibilidades”, “propor flexibilidades”, “vivenciar a complexidade”, “visibilidade”, “mobilidade virtual”, “participação”, “velocidade nas relações”, “autonomia”, “incertezas”, tudo isso rompe com o paradigma anterior em todos os campos, políticos, econômicos, religiosos, sociais, eliminam as barreiras de fronteiras e hierárquicas de poder, valoriza a individualização e não a individualidade, é o ciberespaço constituído pelos cérebros de jovens e crianças do Século XXI e pelas inteligências coletivas e emocionais de todo cidadão. Jogar videogame, por exemplo, a pessoa adquire capacidades especiais na percepção das coisas, reflexos rápidos e sua capacidade espacial mais desenvolvida do que as pessoas que não praticam os jogos. Essas habilidades são úteis para arquitetos, engenheiros, cirurgiões, etc. Segundo Nesteriuk, (2004), a interdisciplinaridade evidente dessa mídia tem atraído para seu estudo áreas diversa do conhecimento como a filosofia, semiótica, a psicologia, a antropologia, as ciências da computação, a engenharia elétrica, as telecomunicações, as ciências cognitivas, a publicidade, o marketing, as comunicações, o design, a computação gráfica, educação entre outras, na educação do ensino fundamental e do médio não pode ser diferente, a interdisciplinaridade também deve fazer parte do currículo da escola, não precisa necessariamente atingir todas as disciplinas da base comum do currículo. Nesse sentido, este pré projeto de mestrado tem como desafio elaborar uma organização curricular que prevê a integração das tecnologias da informatização e comunicação na perspectiva construcionista de educação, onde a língua tem um papel crucial devido à efetivação das participações que vão sendo constituídas. 

 Justificativa  

O trabalho por projetos com a integração de tecnologias de informatização requer mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e, consequentemente, na postura do professor, este seria o ponto de partida, pensar na integração das tecnologias da informação e comunicação a partir do planejamento coletivo, considerando as inteligências coletivas dos docentes, não docentes e discente. Neste cenário a Inteligência Coletiva (IC) e Intelgência Emocional que segundo Pierry Lèvy, “IC é, basicamente, a partilha de funções cognitivas, como a memória, a percepção e o aprendizado visivelmente devem ser conceituadas, refletidas e consideradas. Elas podem ser melhor compartilhadas quando aumentadas e transformadas por sistemas técnicos e externos ao organismo humano”, explica Lévy, referindo–se aos meios de comunicação e à internet, porém, o escritor deixa claro que a IC não é só isso: “ela só progride quando há cooperação e competição ao mesmo tempo”. Para exemplificar, Lévy cita a comunidade científica, que trabalha na perspectiva de trocar ideias, isto é, cooperação, porque tem a liberdade de confrontar pensamentos opostos, ou seja, competir e, assim, gerar conhecimento. “É do equilíbrio entre a cooperação e a competição que nasce a IC”, conclui, deixando claro que não são apenas os cientistas que utilizam esse novo conceito: segundo ele, “as empresas necessitam cada vez mais de empregados que precisam lançar ideias e resolver questões coletivamente. As tecnologias atuais permitem isso” A educação poderia trabalhar nesta mesma perspectiva se desenvolvesse um currículo que possibilitasse o equilíbrio entre cooperação, competição, colaboração e participação. Acerca da inteligência emocional Goleman (1995) coloca que no cérebro temos uma parte que pensa (o neo-cortex), gerando as ideias, as emoções derivam do pensamento e das ideias. Mas há uma parte do cérebro chamada amígdala, que guarda memórias, sendo um centro emocional que reage automaticamente; a amígdala, sendo fonte de todo impulso emocional, utiliza reações apreendidas na infância, registrando aquilo que chama de jeito infantil de lidar com as situações. Este jeito impulsivo pode ser superado pela ampliação da autoconsciência e autoconhecimento, como quesito para o viver e construir ações em grupos ou equipes de trabalho. Isto exige se perceber como sujeito em ação nas situações em geral, mas principalmente nas desafiantes, se conscientizado dos sinais indicativos das emoções e de possíveis perdas de controle, visando prevenir o que chama de sequestro de amígdala, perdoando-se e aos outros, sempre que descontrole ocorrer, mas buscando aprender com estas situações e rever comportamentos destrutivos. Segundo, Monica Gather Thurler, (2001), “a experiência mostra que os alunos só aprendem quando enfrentam situações didáticas em que são obrigados a ultrapassar obstáculos e a construir novo saberes, consolidando suas aquisições”. Para ela os professores deveriam questionar e reinventar constantemente não só as práticas pedagógicas, mas também as relações profissionais e a organização do trabalho em sua escola. “É preciso criar novos processos mais flexíveis e moduláveis que acabe com atribuição fixa das classes e/ou de aula, para uma só pessoa; que acabe com o eu e minha classe, com a divisão tradicional do trabalho, a fim de trabalhar melhor e colocar em sinergia as competências existentes, ou seja, é preciso falar juntos e nossos alunos” explica ela, daí a importância de entender como são constituídas as inteligências coletivas e emocionais nesse contexto. Nesse ponto de vista, não podemos esquecer-nos de inserir a interdisciplinaridade que poderá favorecer a prática pedagógica sobre o plano didático e sobre o plano curricular, resultando um trabalho preliminarmente interdisciplinar que se efetua nesses dois níveis de interdisciplinaridade escolar. Ivani Fazenda Sem perder de vista o perigo da simplificação, ligado entre outros à preocupação empírica predominante, certamente legítima da parte dos educadores, conclui Ivani. Segundo Fazenda a interdisciplinaridade curricular no nível escolar, constitui preliminarmente toda interdisciplinaridade didática e pedagógica. Palmade (1977) citado por Fazenda, a destaca assinalando que "a noção de interdisciplinaridade não pode ser [...] abordada de uma maneira suficientemente segura se não está claro o ponto de partida no qual ela se constitui" (p. 78). Ela consiste no estabelecimento de uma análise sistemática de programas de estudos, particularmente sobre certos parâmetros, como o lugar e a função de diferentes matérias - sua razão de ser -, sua estrutura taxionômica, seus objetos de estudo e de aprendizagem, suas tentativas de aprendizagem etc. - de ligações de interdependência, de convergência e de complementaridade entre as diferentes matérias escolares que formam o percurso de uma ordem de ensino ministrado, a fim de permitir que surja do currículo escolar - ou de lhe fornecer - uma estrutura interdisciplinar segundo as orientações integradoras. Fazenda cita alguns autores como, Bastide (1967), Fourez (1992), Hübenthal (1994), Huber (1992) e Vidal (1990), defendem que ao invés de numerosas tentativas de estabelecimento de uma metodologia comum, de uma linguagem comum, de técnicas comuns, de objetivos específicos comuns ou, ainda, da combinação ou da totalidade desses elementos constituintes, uma perspectiva mais realista e sem dúvida mais fecunda, mantendo as especificidades disciplinares e de instauração de relações complementares solidamente articuladas. Neste sentido é fundamentalmente importante no planejamento coletivo a forma como se relacionam os educadores, sua postura e suas convicções, quando se propõem elaborar colaborativamente o currículo da escola levando em conta a inteligência coletiva e emocional, considerando a diversidade sócio cultural, o como e quando o projeto é construído. Segundo Perrenoud (1999), este tipo de atividade carrega consigo uma dinâmica própria. Essa dinâmica é constituída pela elaboração, pela execução, pela análise, pela reformulação e por novas elaborações do projeto curricular. Estas breves considerações nos levam então a pensar numa pesquisa que nos possibilita investigar a questão da gestão de grupos, que se constitui no desafio das habilidades de trabalho individual e individualizado que, habitualmente, não colocam a prova nossas habilidades sociais; como elas vem sendo continuamente aplicadas na construção do currículo integrado a rede digital, considerando a inteligência coletiva e emocional de toda a comunidade escolar principalmente dos gestores, docentes e alunos nos trabalhos por projetos, onde o autoconhecimento e autoavaliação também em atividades grupais devem ser consideradas nesse processo. Problemáticas Vivenciamos o percurso do século XXI, do qual os aparelhos eletrônicos, virtuais e a internet estão cada vez mais inseridos na vida de todos os cidadãos, porém, esses recursos tecnológicos na prática da Educação ainda não se encontram consolidados, o que se observa é um currículo que não corresponde os anseios da geração de jovens e crianças conectados neste mundo virtual, em busca de informação, relacionamento, entretenimento, resolução de problema e produção trabalhista. As tecnologias da informação e comunicação poderiam ser integradas ao currículo escolar? Como estão sendo utilizadas por professores e alunos? De que modo se efetivam os trabalhos por projetos interdisciplinares nas escolas? A interdisciplinaridade realmente acontece? Que concepções e considerações são levadas em conta nos estudos interdisciplinares? As tecnologias da informação e comunicação são recursos meramente utilizados no fazer pedagógico da maioria dos educadores que resistem integrá-las ao currículo escolar, por não saberem utiliza-las agregando-as como material didático que favorecem a pesquisa, a produção de textos, hipertextos e leituras, a ampliação da comunicação, informação e construção do conhecimento, de forma a construir a autonomia intelectual do estudante? 

 Objetivo Geral 

Construir uma proposta de organização curricular com as tecnologias da comunicação e informação integradas ao planejamento interdisciplinar a fim de transformar o ensino e a aprendizagem, do qual a inteligência coletiva e emocional constitui o equilíbrio do trabalho colaborativo, participativo e competitivo no espaço escolar.  

Objetivos específicos 

 Apresentar tipos de relações que se efetuam entre os docentes e discentes quando na escola realizam trabalhos por projetos. - Mostrar a importância das tecnologias da informação e comunicação quando utilizadas em sala de aula com a finalidade de promover a interação com o conhecimento e aprendizagem na construção da autonomia dos estudantes. - Conhecer teoricamente como as inteligências coletivas e emocionais se aplicam simultaneamente nos trabalhos por projetos a partir de experiências vividas com a finalidade de promoção experimentação em novos trabalhos. - Construir uma proposta de organização curricular interdisciplinar integrando as Tecnologias da Informação e Comunicação na formalização do conhecimento construído pelos estudantes sendo mediados pelos professores. 

 Metodologia 

O referido projeto de pesquisa pretende buscar conhecimentos teóricos e experiências com o objetivo de formular uma proposta de organização curricular com as tecnologias da comunicação e informação integradas ao planejamento interdisciplinar com finalidade de transformar o ensino e a aprendizagem. Segundo Cervo e Bervian (2002, p. 23-25), a metodologia em uma investigação é um conjunto de processos empregados e depende do objeto da pesquisa, uma vez que toda investigação nasce de algum problema observado ou sentido, por isso a necessidade do uso do conjunto de etapas de que se serve o método científico, para fornecer subsídios necessários na busca de um resultado para a resolução do problema encontrado, objeto a ser pesquisado. Como neste projeto o objeto da pesquisa é a construção de um currículo integrando tecnologias da informação e comunicação faz-se necessário realizar a priori a pesquisa bibliográfica e posteriormente a pesquisa qualitativa com o emprego de questionário, entrevistas, análise de documentos e análise de currículos de escolas. Segundo Pedro Demo (1997), a pesquisa qualitativa é o “esforço jeitoso de formalização perante uma realidade também jeitosa”. Portanto, trata-se de uma consciência crítica propensa a formalizar cientificamente os aspectos qualitativos da realidade, ou seja, olha prioritariamente para eles, sem desprezar os aspectos também quantitativos. Assim, argumenta Demo (1997), existe educação com e sem qualidade, com maneiras indesejáveis, inaceitáveis, imperfeitas de educar, e, no lado positivo, maneiras consideradas adequadas, criativas, convincentes. Já a bibliográfica consiste em consultas em fontes documentais (documentos audiovisuais, documentos cartográficos e documentos textuais), na analise das fontes e no levantamento de informações (reconhecimento das ideias que dão conteúdo semântico ao documento). Com a finalidade do estudo aprofundado sobre as teorias que discutem o currículo escolar nos tempos atuais e sobre questões que irão fundamentar a formulação de um novo currículo de caráter interdisciplinar capaz de corresponder aos anseios de jovens e crianças onde a internet, o computador, os softwares educativos e demais objetos eletrônicos tornando significativos e ao mesmo tempo complexo tanto para o ensino quanto para a aprendizagem, auxiliando a pesquisa, a leitura, a comunicação, o desenvolvimento da linguagem, da arte, em produções de autoria e constituição da autonomia dos estudantes. De acordo com Miranda Neto (2005, p. 22-26), o método científico não é um só, existem diferentes formas de procedermos para obter resultados científicos; os métodos analítico e sintético, indutivo e dedutivo são de importância fundamental para a construção da base teórica de todas as ciências, cabe ao pesquisador decidir qual o método mais adequado. Para a realização de uma pesquisa, é necessário o uso de técnicas adequadas, capazes de coletar dados suficientes, de modo que dê conta dos objetivos traçados, quando da sua projeção. Para determinar o tipo de instrumento, é necessário observar o que será estudado, a que irá reportar. Neste sentido, a elaboração de questionário de entrevista; realização de entrevistas com estudantes, professores e gestores; sistematização de dados; interpretação de dados dentro de uma concepção dialética; apresentação dos dados, constando as informações alcançadas no processo de pesquisa são procedimentos que poderão auxiliar na formulação do currículo que se pretende conforme o objetivo geral e específico estipulados. 

 Referências 

 CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica: para uso dos estudantes universitários. 3. ed. São Paulo : McGraw-Hill do Brasil, 1983. 
SOARES, Maria do Carmo Silva. Redação de trabalhos científicos. São Paulo: Cabral, 1995. 167 p. FREIRE, F.M.P. & PRADO, M.E.B.B. Projeto Pedagógico: Pano de fundo para escolha de um software educacional. In: J.A. 
FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994. 
ALMEIDA, M.E.B. de. Como se trabalha com projetos (Entrevista). Revista TV ESCOLA. Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, SEED, nº 22, março/abril, 2002. 
PRADO, M.E.B.B. Articulando saberes e transformando a prática. Boletim do Salto para o Futuro. Série Tecnologia e Currículo, TV ESCOLA. Brasília: Secretaria de Educação a Distância – SEED. Ministério da Educação, 2001. 
VALENTE, J.A. Formação de Professores: Diferentes Abordagens Pedagógicas. In: J.A. Valente (org.) O computador na Sociedade do Conhecimento. Campinas, SP: UNICAMP-NIED, 1999. 
OLIVEIRA, S. L. de. Tratado de metodologia cientifica: projetos de pesquisa, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. 
MIRANDA NETO, Manoel José de. Pesquisa para o planejamento: métodos e técnicas. Rio de Janeiro: FGV, 2005. 84 p.